segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

VERDADEIRO DESABAFO DE UM NINGUÉM

Sinônimos caem bem, vestem sonhos de sonoridade, colorindo o cenário onde mantém lembranças intactas. Os antônimos já não dão a mesma sensação...amor e ódio, não define e nem admite... tem uma doce voz que vem sempre sussurrar nomes, relembrar toques, o gosto do beijo sabor morango, que nunca mais se usa, coisas pra terminar, o que importa é tudo estar do avesso, falta do particular abraço, do aconchêgo dos sons abafados, engraçados.
Verdade não é ter algo em comum e muito menos ter razão do tum tum batendo mais forte quando odiamos ou então sentimos mágoa profunda. O nome de um antídoto para sarar esse  descompassado ritmo de tanto sentimento lamento é partir sem rumo e viver o momento oportuno  que mantém presa a história com a marca das tantas lágrimas que mais parece desenho animado, uma comédia de Woody Allen, com todo o jeitinho retrô, falando o tempo todo do inverso que acaba sempre em amor.
Não precisa do lado sensorial, o alarme que berra ao corpo, o quanto perto sempre da alma encontra. Pierrot e Colombina, dois personagens quase teatrais envolvem  dias, quereres, deixando confusos os padrões impostos  pela vida, lida das particulares verdades. Desejar estar, corpo ficar, razão abandonar todo e qualquer presente  inoportunamente deixando a perguntar e agora o que fazer, mudar ou que venha a precisar? 
Rasgar tantas histórias, destruír provas tão singelas, puras, pintadas em tela, esnobando os melhores pintores  que já houve nesta terra. Intimidade tão criança, tão verdade, macular  essa arte, obra de anjos vestidos de branco. Receios e necessidade de saber que cuida da boneca costurada com as linhas que fez, a cada toque que refez com seu doce jeito de menina. Não cresça, mantenha  essa menina  em sua  caixinha ...aquela lembra ? A caixinha de desejos, mágica, pintada por uma criança é certo.
Só mais uma coisa, carta não é história, nem palavra jogada fora, a toa que assume a verdade, embora sei lá contrária e que tenha vindo a te magoar de uma maneira um tanto quanto explosiva, como os antônimos a tanta saudade. Cuide e aquece seu coração, através de seus pensamentos, sentimentos, por favor nessa hora, mande embora a razão,polêmicas e explosões a parte, o silêncio diz tanta coisa, mas me perdoa porque realmente peguei pesado demais e machuquei o seu coração!!!

Exerço meu direito de cidadão em permanecer calado...