domingo, 28 de fevereiro de 2010

Saudades!!!

Como expressar tal sentimento que certas vezes nos dói e outras nos fazem recordar algo ou alguém que gostamos e até mesmo vivemos algo de muito importante?
Pode parecer confuso assim relatando de começo, mas com o desenrolar tenho certeza que todos entenderão. Farei da seguinte forma vou centralizar este texto com base na saudade que sinto da presença de certo alguém em minha vida.
Engraçado que quando estamos juntos, sorrimos e falamos de nossas vidas e este sentimento é deixado de lado e nada nem ninguém é capaz de trazê-lo à tona. Basta que aquela pessoa que nos sentimos tão bem ao lado se vá ou apenas diga que terá que nos deixar mesmo que por alguns anos, meses, dias ou simplesmente horas para que isto venha aflorar em nossos corações. Saudade palavra tão complexa no dicionário.
Complexo para algumas pessoas e explicita para mim digamos assim. Nunca pensei expressar tal sentimento que tenho por ti para tudo e para todos através de um texto no qual sei que será divulgado. Mas algo acalenta meu coração, pois ao mesmo tempo em que me sinto sem jeito, me sinto feliz em falar sobre você. Isso mesmo falar sobre o sentimento e a pessoa.
Sabe quando estamos ao lado de certo alguém e desejamos que àquelas horas, aqueles minutos e até mesmos os segundos congelem no tempo para que possamos desfrutar ao máximo desta euforia que habita em nossos corações, Mas ao mesmo tempo em que esta euforia nos toma conta do coração, ela é ofuscada tão rapidamente quando é chegada a hora de partir, lembro-me de cada detalhe, de cada expressão, de cada gesto seu ou até mesmo da mudança de sua face quando nos despedimos.
Neste exato momento falaremos de saudade, ela é capaz de ofuscar alegrias e sorrisos para inundar nossos corações com esta mistura de alegria e dor. Alegria por ter vivido momentos únicos ao teu lado e dor por saber que foi tão rápido como uma calda de cometa a cortar o céu. Mas por fim o que acalma meu coração é saber que se este sentimento existe em nossos corações é porque algo de bom foi construído.
Tenho certeza de que nós só podemos saber se a companhia de uma pessoa foi e será sempre importante em nossas vidas, quando esta pessoa se vai e nós nos deparamos com a cabeça no travesseiro e não conseguimos sequer pregar os olhos digamos assim. Pois o pensamento voa em sua direção, pois minhas idéias já não conseguem se organizar até mesmo para expressar tudo isto que escrevo sobre vocês, apenas sentimentos e palavras. Eu tenho apenas o brilho dos teus olhos em minha memória e a saudade aperta meu coração, mas quando falo de ti me arrepio todo, pois recordo que nós em diversos momentos dividimos cada segundo do tempo e nada explica tal cumplicidade e harmonia. Portanto tenha certeza de que da mesma forma que esta saudade existe e incomoda meu peito ela tb existe e acalenta meu ser, pois faz com que me recorde de sua face, seus olhos, sua boca, você é a única assim como a saudade no dicionário. Tenho plena certeza de que nada é capaz de expressar o que realmente sentimos. Por isto venho lhe dizer que isso tudo que aqui existe e mora em meu peito, são tão presentes como as brisas do vento que toca minha face agora e como se fora em outrora a mesma brisa que tocou a sua face e mexeu em teus cabelos, apenas lembranças ou qual real significado?
Tudo parece confuso como uma história de amor porque até mesmo as poesias refletem o conflito, os medos, as divergências, as distâncias, as saudades, os desejos e por ai afora. É uma mescla da vontade de devorar um sorvete de creme em algum banquinho de praça ou então dançar por ai sozinho e rir muito até cair no chão.
O desejo de abraçar, de estar perto, não deixa de ser um desejo físico porque uma coisa é ter a pessoa a dez minutos perto de você e outra é tê-la a milhares de quilômetros de distância. Tudo muda com aquela pessoa que está longe. Existe a impossibilidade de qualquer contato, um abraço, um sorriso, tomar um sorvete ou até mesmo um simples “sanduba”. Com a convivência o carinho aumenta e a sensação de realmente estar protegendo, velando, cuidando porque se algo acontece a ela nessa distância o que faria? São medos e situações passíveis de serem analisadas e perto sempre achará que as coisas poderiam ser de alguma forma diferente.
Um anjo guarda perto, eles não estão a quilômetros de distância, ou seja, o amor próximo do divino, da amizade sem fronteiras porque sempre o algo a mais depende sempre da convivência que faz a diferença. Existem outras coisas boas que a amizade traz também como andar pela praia, ver a lua, ouvir o coração ficar em silêncio apenas ouvido a respiração do outro ou viajar em pensamentos a lugares bons.
Infelizmente os amigos possuem as características que nós queríamos que um amor do passado tivesse. Realmente isso é verdade, mas como distinguir uma coisa da outra? Onde começa um e termina o outro? O medo geralmente é o maior responsável porque é um sentimento muito poderoso e como é bom sentir-se como criança no meio de tanta coisa ruim nesse mundo, de tantas coisas que entristecem a gente porque simples brincar de pega-pega em jardim perdido é tudo de bom e algo mágico.
Amizade é o laço mais forte pode existir entre dois seres ou uma ponte para todos os caminhos que a emoção pode oferecer. Todos acham a “gostosona”, que sexo é bom, mas não para realmente conhecer aquele ser humano que pode proporcionar felicidade e momentos inesquecíveis. As relações vivem na superfície, quando o melhor de tudo está bem guardado e só a amizade pode tudo transformar e fazer crescer como amor ou como algo mais forte do que a morte.
Amigos sentem ciúmes ou quem nunca sentiu ciúmes de alguém que tenhamos ficado ou ido pra cama? Essa pessoa é especial, não está na nomenclatura de amante, nem de família e sim no laço da alma porque é forte demais e por essa razão amigos são amigos pra sempre.
Se viesse acontecer um algo a mais seria especial porque toda relação é diferente. Todo o que é vivido em momentos tornam-se eternos e quando isso acontece, retrocesso é quase impossível e o diálogo é entre as almas de ambos. Mesmo com o raciocínio diga não, o coração lá no fundo diz sim e teima em dizer sim porque a amizade é o que existe de mais belo entre duas pessoas, um vínculo de vida e morte criado por Deus.
Talvez por circunstâncias da vida, muitos temem em tentar mudar o caminho e extinguir essa força, mas ela age acima de nossos desejos. Chega a dar cansaço físico e mental, tudo é insubstituível e não tem explicação plausível, as saídas estão todas fechadas, cresce a procura por pessoas, mas não sente anda de verdade por elas e fica um grande vazio.
Você quer aquela pessoa que te entenda realmente, que te faça rir, que te goste do jeito que é aquele de coração sem se importar com o que faz. Você se pergunta se ele poderia ser um amor? Se for feio ou se é bonito? Candidatos (as) não faltam, mas as emoções são momentâneas que mexem só com a carne a libido e nunca com o coração.
Então você se pergunta por que ele se mantém imaculado? Porque nunca chega a mim? Porque nunca dá uma indireta? Mas até isso a amizade entende.
E porque ela não o aceita? Será medo? Ela apenas não quer perdê-lo e se tiver um algo a mais tudo vai mudar, ou então, quer viver mais dessa amizade porque algumas simplesmente acontecem. Ela vê que o destino dela o tem no meio porque os amigos sempre vêem uns aos outros, mas quer ter a certeza de tudo. Que certeza se ele sabe os segredos dela e ela os dele e porque não dar certo e pensar justamente em dar errado logo de cara? Um relacionamento desses envolvendo tanto carinho dá medo, o sofrimento também conta, ambos sofreram demais e não querem estragar o melhor ou muitas outras coisas envolvidas e por ser grandes demais eles têm todo esse cuidado.
Ele cuida dela à distância e ela dele também, então porque ele é tão egocêntrico e não conta os seus problemas a ela? Porque não quer que ela sofra, mas ela quer que ele diga “eu preciso de você” e logo desconfia, fica com medo que ele a use e diz coisas pra ver se o desperta. Ele está calado, sem vida, sem brilho e ela é doida pra chegar e dizer “cadê aquele cara me faz rir, que me faz feliz, que anima meu dia? Hei, eu to aqui, não sou um corpo presente e quero ajudar muito você”. Ele insiste em se calar e acaba magoando a pessoa que menos quer.
Perfeito. O que ele não sabe é que ela sabe de todos os problemas dele e que se um dia ele desabafar, ela já saberá e sorrindo como sempre. Ela fica muito brava porque sempre fica sabendo de tudo da boca dos outros e parece que ele não confia nela e que ela é apenas um lindo rostinho e se confiasse realmente nela, seria bem mais feliz.
Ele é teimoso e não quer dar o braço a torcer, quer mostrar a ela que é forte e quer conseguir sozinho e não consegue se frustrando a cada dia que passa. Ela tem problemas, mas sempre chega todo dia para escutá-lo e ele a enrola 1, 2, 3,4 dias. Ela começa a ficar impaciente. Ele fica cabisbaixo e pensa que mal sabe ela o porquê desse sofrimento, um motivo que vai além, é um sonho, o desejo maior dele. Ela já sofreu demais e espera que agora tudo seja diferente e só quer a verdade para essa confiança aumentar ou se confirmar ainda mais.
Será que ela é capaz de ajudá-lo? Ele não quer nada dela, além do carinho, da presença, da confiança, de fazê-la rir, de poder contar os seus segredos, de provocar ciúmes, mas e ela o que espera dele? Apenas amor, carinho, respeito, silêncio, companheirismo, paz com a sua presença, alegria. Isso que parece pouco, não existe etiqueta aqui na Terra porque na verdade é seqüência e não uma conseqüência.
Ela adora o jeito doido dele e principalmente como vê a vida. Sua liberdade com alegria, sem medo do que os outros possam dizer e sempre foi que a deixou muito feliz.
Bem e esses dois perto o que aconteceria? Finalmente muita paz, sem preocupações com dinheiro, emprego porque essas coisas de trabalhar e produzir são naturais da vida. Ela ficará feliz em viver a alegria dele porque tudo será novidade e festa porque ela se entusiasmará com a loucura dele. Uma loucura bem consciente, ela sabe que ele não é bem assim. Nisso tudo não existe troféus, nem vitória e sim o coração dela que estará feliz.
Ele está mudado, diferente, vê os planos que ela faz, fica com mais vontade de se dar bem na vida e quer ajudá-la de todas as maneiras. Ela sabe que ele está tentando algo para seu próprio crescimento, mudar e talvez quem saiba eliminar tudo de ruim que passou. Ele sabe que ela nunca vai abandonar esse amigo e que para ela sexo hoje não tem mais a mesma importância porque tem um amigo que ama mais que um amante e que provalmente faria loucuras por ela e ela por ele e que nenhum amante de ambos fariam. Como por exemplo, sair com ela por dançando feito John Travolta e Olívia Newton-John, ou que apenas sente e a veja dançar e pular, balançando a cabeça e pensando “o que foi que eu fiz? Onde foi que eu errei? Minha vida está de pernas pro ar” e realmente a vida dela se transformará numa bagunça com a presença dele.
Ela precisa e quer viver coisas novas É capaz de trazê-lo para fora e torna-lo inteiro. Cada momento é novo e diferente, mas algumas coisas são sempre iguais. As festas, as bebedeiras, as andanças por ai, tudo isso já viveu, afinal conheceu muita coisa, viu o mundo e aceita dividir isso com ele. Ela já está pronta pra vinda dele, está cansada das festas, das saideiras, no fundo ainda faz por que é uma criança brincalhona, é doce, meiga, amiga, chorona, mulher, companheira.
Ela sabe que ele está sofrendo, quem não tem tranqüilidade, que põe sua cabeça no travesseiro e chora, quer colo, quer uma vida diferente, com carinho e paciência, começar algo que sempre sonhou porque ninguém viu a luz do coração dele como ela viu. Ela o entende, respeita, não tem medo, não tem receio de ficar só. No fundo quer libertá-lo desse sofrimento, mostrar o colorido da vida e ensiná-lo a ver-se como é realmente um alguém especial demais para estar assim. Ela sempre bate no peito, se banca a durona e disse que o seu destino não é de ninguém, no fundo quer algo diferente e realmente ela quer que ele seja muito feliz.
Então quanto vale o show? Quanto vale o amor? Quanto vale então fazer das tripas coração? Quanto vale o som? Quanto vale a dor? Quanto vale a culpa e um pouquinho de atenção?O dinheiro não compra nada disso e muito menos tudo isso escrito nesse texto porque entre as razões e emoções tudo valeu a pena e vale mais a pena fazer tudo outra vez e principalmente fazer o que virá daqui em diante.
Parte 6

Como era gostosa aquela sensação, não sabia se ria ou se chorava de alegria... meus avós dormiam tão gostoso e acordaram mais gostoso ainda com o pulo que dei na cama deles.
Sei lá o que falamos, o que dissemos, quais as desculpas ou satisfações que dizíamos ali... O que importava é que ambos estavam de volta. O “amigo da minha mãe” ou a “filha da Celina” já haviam sido enterrados a muito tempo, acho que desde o primeiro que nos conhecemos, mas a identidade, o carinho, bem todas as coisas boas entre Carolina e eu não. Nada mesmo nem os nossos problemas, nem o acidente, a minha gastrite e a pneumonia e nem alguns outros problemas que ela teve e além do mais tudo voltou mais forte e bem mais feliz. Mais feliz fiquei quando Carolina me disse que viria ao Brasil e finalmente depois tanto tempo e espera iríamos nos ver. Meu fim de ano completo, todos os fantasmas enterrados e pronto para começar o 2009 só meu e ainda uma pessoa especial voltar e poder vê-la... a como eu ri a toa durante dias..alguns dias se passaram e finalmente fui a São Paulo...
Aquele 18 de janeiro foi mágico, simplesmente sem palavras. Domingo que achava o dia mais triste de todos, me trazia a alegria de ver Carolina. Muitas pessoas andavam naquele shopping Ibirapuera fazendo compras, passeando, saindo com a família. Mil coisas passavam na cabeça ali, não agüentava mais aquilo dentro do peito, aquele abraço gostoso dela na loja da C&A tirou-me uma angústia de muito tempo. Como era gozado aquilo que sentia, uma sensação de muita paz, tudo valeu a pena mesmo e tudo que havíamos passado juntos vinha como se fosse um filme.Uma pena que na vida tudo o que desejamos estar perto ou então sentir paz passe ou acabe tão rápido também.Porém irei em busca da minha felicidade custe o que custar.Imaginei o tanto de coisa boa que ela me ensinaria na Europa, o quanto seria divertida as conversas e o principal de que tudo valeria a pena porque o carinho que sentíamos pelo outro é sincero.Aquelas três horas ao lado dela compensaram os quatro meses de inferno astral que vivi. Andamos pra lá e pra cá. Muita coisa ficou sem ser dita, pois tempo não foi o principal inimigo, mas com a certeza de coisa muita coisa boa vem por ai. E realmente o que seria do amarelo se todos gostassem apenas do azul?
Não importa o que aconteça, não importa o que se passa, nada paga o que sinto nesse momento. Aqueles dias na capital foram os melhores de minha vida, me senti mais humano e pronto para ir embora. Tudo deu certo, desde me virar sozinho até o encontro com a Carolina. Quem liga pra o passado, quem liga pra quem errou tanto como eu e paga por isso até hoje, quem liga se duas vezes que Carolina veio ao Brasil tive problemas e não pude vê-la, quem liga para a sociedade hipócrita que vivemos... nós somos mais e muito mais. As pessoas não entendem que apenas nós somos capazes de realizarmos o que queremos. Muito tempo vivi com coisas que me faziam mal, muito mesmo. Hoje me sinto outra pessoa. Celina tinha razão em dizer que estava fechado a tudo e a todas as oportunidades da vida e mais ainda em dizer que meu ciclo aqui já havia se encerrado a muito tempo.
Em breve começo algo que sempre quis. Sempre sonhei em morar na Europa, como aqueles caras dos filmes que pegam suas cosias e saem sem rumo. Mas Atenas será o meu rumo. Nunca me imaginei morando em lugares pops da Europa. O tempo agora é meu maior aliado, ainda mais que minha cidadania está bem dizer pronta. Meu destino final é igual a todos porque nós iremos para o mesmo lugar. Acho que apesar dos pesares sempre fiz por merecer essa chance. Já tive várias e sempre as desperdicei e seria sacanagem passar em branco mais uma vez. Na verdade sou cosmopolita e sempre fui muito sozinho.
O “fodasse” na minha vida tem funcionado muito bem. Na ligo mais para nada. Pouco me importa se sairei daqui com 1, 2, 510, 20 mil. Pouco me importa se em Atenas existam os filmes do Theo Angelopoulos, os jogos do Olimpiakos, as enterradas do Papaloukas no basquete, os shows da Anna Visi... e por ai vai. Pouco me importa no que vou trabalhar, no que vou aprender, se meu inglês não é aquela maravilha.Os 1334 dólares de passagem não pagam tudo o que me espera lá e principalmente o carinho que tenho pelas pessoas que lá me receberão. Esse mesmos 1334 dólares não pagam ver a paz que conversar com a Carolina me traz, não pagam o belo sorriso que tem, não pagam a maneira humana como ela me trata mesmo eu tendo errado demais. Nada paga os sorrisos que arranquei, as risadas, os segredos que confessamos, aquele café da tarde no shopping, aliás, como se passaram rápidas aquelas 3 horas juntos e principalmente o que tudo de bom que há de vir.
Não se julga uma pessoa em 3 horas, tive muito mais do que isso. Não precisa ter feeling para descrever aquela guria. Uma menina doce, cheia de sonhos, amiga, meiga, ranheta às vezes, inteligente, mulher, chorona, dedicada e principalmente um coração que não cabe dentro do peito... qualquer idiota que machucado esse coração, mal sabe que perdeu a mulher que tem tudo aquilo que um cara pode querer..
Daqui apenas levarei os bons momentos que tive... Os tererés com o Cássio, Papu, Lincoln, Dario... os lanches que íamos comer de madrugada... Das vezes que me acordavam com o som alto... prefiro guardar tudo o resto apenas comigo porque se dizer tudo é capaz que chore e o momento agora é de apenas alegria. Todos aqueles que me queiram bem agradeço o carinho de sempre, no mais os que se dizem amigos ou então que não gostem de mim. Serei apenas tudo o que vocês desejarem (whatever you like).
Parte 5

Aquela guria voltou no dia seguinte... e no outro...e no outro ...sempre contávamos segredos um para o outro, falávamos das mesmas coisas, tínhamos quase os mesmos gostos... E passados os dias ela me disse que viajaria. Pensei que fosse sumir de vez... foi então que cai do cavalo de novo. Mesmo na viagem continuou entrando e teve uma vez que pensou em mudar para São Paulo e até me chamou para morar junto com ela. Assim o tempo foi passando e fomos nos apegando cada vez mais. Mais e mais a amizade e o carinho aumentavam... ambos tinham problemas, tinham sonhos desejos e passávamos por tudo isso juntos. Nessa época por duas vezes veio ao Brasil e as duas não nos vimos. Uma vez porque eu estava muito doente e outra porque ambos tinham problemas e não seria legal se nos víssemos naquele estado...
“Imagina alguém foda...
Alguém que você com certeza nunca vai esquecer, de tanto que marcou sua vida... Ok, ok, nem tanto, porque ele é convencido e vai ficar se achando depois... mas podes crer, o Vit é alguém assim para mim...
Não vou falar que ele chegou de mansinho e foi conversando, conhecendo e logo nos tornamos amigos. Até porque quem chega de mansinho é viado. Ele é meu amigo mesmo antes de a gente se conhecer, porque ele era amigo da minha mãe, e amigos dela sempre foram meus amigos, por isso herdei esse sentimento por ele.
Um ótimo amigo, companheiro, protetor, cuidou de mim um tempo, passamos algumas barras ‘juntos’, ele é todo maluco com as gírias de Bilac que eu não conheço...
Só às vezes é meio que MUITO FOLGADO, mas isso a gente supera, né??? Hihihi brincadeira. Bom eu vim aqui para falar que não importa o que aconteça eu TE AMO DEMAIS, porque amigo é amigo, e a gente reconhece um, mesmo sem ter visto pessoalmente, é virtual mas é real... só quem tem entende! Como a gente costuma dizer: amigo é amigo, fdp é fdp.
E logo mais ele vem pra cá. Haja coração! E haja Grécia!!
Enfim, é isso. Precisa ter feeling pra entender o quão especial esse rapaz é, para entendê-lo de verdade, para ao menos supor o que se passa nessa cabecinha que mais parece um mix de Burton com Tarantino. Sas agapw o agapitós fílos mou!”.. É esse foi o depoimento que recebi de Carolina no dia 17 de Março de 2008. E como era possível isso? Uma guria morando em Atenas, sentindo esse carinho todo por mim, sem me ver, me conhecer, com digamos os mesmos gostos que eu? Isso era inacreditável... mas apesar de muitas alegrias, os problemas sempre nos perseguiam...
No meio do ano Carolina sofreu um grave acidente de carro em Atenas e eu por minha vez era incrível. Ela lá e eu mal aqui, só que meu problema foi uma pneumonia de um mês e depois um problema sério de gastrite.
Como foram difíceis esses quatro meses que ficamos sem falar um com outro. Sentia-me o pior cara do mundo. Achava aquilo tudo uma sacanagem porque pensava ter perdido mais um alguém muito especial na minha vida. Sentia falta de tudo mesmo. Das risadas, os segredos, os problemas, de fazê-la rir e de rir muito com ela. Senti falta do Flávio e da Rachel também (tudo bem que eram raro eles entrarem, mas me faziam muito bem também) e eu não merecia isso... O tempo passava sem que eu pudesse controlar, mas ao mesmo tempo me livrava de tudo aquilo que me fazia mal, como se algo de muito bom estivesse pra acontecer. Mais ou menos no final de novembro comecei a sentir uma paz tremenda aqui dentro, como se algo de bom fosse acontecer. Era incrível isso, nesse dia passava o jogo da Grécia contra a Itália, àquela paz interior vinha dali e pensei um pouco alto. Bem que o pessoal podia voltar. Sempre conversei com as estrelas a noite, pensava comigo Carolina e o pessoal da Grécia foi algo ótimo na minha vida, mas que me veio na hora errada, tudo bem que meus problemas estavam enterrados e seria uma sacanagem se tudo que passamos juntos fosse enterrado também. Nem bem passou uma semana e Carolina voltou... Mais um dos meus desejos foi realizado e ali ganhava meu presente de natal antecipado.
Parte 4

Na última semana de Abril de 2007 fui para São Paulo fazer um curso no jornal Estadão. Tudo era bom lá, mas todos esses dias sentia uma coisa estranha, como alguém muito importante na minha vida fosse morrer. Essa tristeza aumentou na sexta-feira quando sai do último dia do curso. Fiquei o feriado de um de maio por lá e cheguei à madrugada do dia 2. Minha sensação estava e nesse dia 2 Celina descansou em paz.
Acordei tarde naquela quinta-feira e nem parecia que tinha dado tudo certo no curso. Coincidentemente não fui direto ao computador... sai de casa pra rever os amigos e contar as novidades, saber das fofocas, etc, etc e tals. Quando cheguei à casa do Cássio me deu um calafrio na espinha, fiquei parado por alguns minutos. Tinha ido chamá-lo para fazer uma caminhada e andar por ai como sempre fazíamos. Cássio tem uma aparência de que me escondia algo, até que toquei no nome da Celina, comecei a dizer que ela fazia falta, que tinha sumido, que se ele tinha notícias...na hora ele ficou branco feito um fantasma. Nessa hora lhe perguntei o que ele me escondia, ele respondeu dizendo que era impressão minha e desconversou com outra coisa. Por volta das 11 da noite, cheguei em casa, e entrei na internet como de costume, pois queria rever os amigos do MSN, ver o orkut, ler um pouco, tudo que sou acostumado a fazer. Sem que percebesse uma lágrima saiu do olho e logo comecei a chorar, pois quando acabo de abrir o MSN, Mag Esteves me deixou o aviso que Celina realmente tinha morrido. Senti uma coisa estranha, chorava demais, tudo que ela me fez passou na cabeça como um filme, as broncas, as alegrias, os elogios. Mais tudo mesmo. Senti-me sozinho no mundo. Em casa estava um inferno e meus avós ficavam colocando pano quente em tudo. Como e agora o que fazer sem ela? Tomei coragem e abri a página do orkut que explicava a morte dela. Celina tinha câncer e escondeu de todos nós. Cássio acabara de entrar e fui logo falar com ele. Não medi as palavras, disse várias coisas muito chatas ele, pois sabia de tudo e não me contou. Aquela noite não acabava nunca... Deitei na cama e não consegui dormir, ainda pelo efeito da tristeza e do choro... Já no dia seguinte.
Aquela sexta doa dia 3 de Maio começou bem cedo... literalmente não dormi nada, levantei cedo e sai pra caminhar sozinho, queria refletir de tudo e o que seria de agora em diante. Meus olhos estavam inchados pelo choro e pela insônia. Cheguei em casa, tomei uma bela ducha gelada para despertar de vez, tomei um bom café da manha e fui para o computador. Quando liguei o MSN, vi uma coisa o tanto estranha, o contato da Celina estava ligado e confesso que pela tristeza e uma mistura de sentimentos nem me interessei... mal sabia eu que ali estava uma pessoa muito especial na minha vida hoje. Várias pessoas do hospício estavam presentes naquele momento e todas com curiosidade em saber quem tava ali. Luana era mais uma daquelas pessoas especiais que tinha lá... veio me pedindo para puxar assunto com o contato, pois eu era o mais “cara de pau” do hospício e sabia conversar como ninguém, tudo bem que esse elogio veio com interesse mas como sempre valendo.
Tudo bem aceitei o desafio e lá fui eu. Comecei a conversar com a pessoa que estava ali. Essa pessoa me desabafou muitas coisas. Claro que isso era normal e eu a deixei bem à vontade... gozado que ambos não se perguntavam os nomes, sentia uma paz tremenda falando com ela e me sentia feliz em tentar ajudar aquela pessoa naquele momento difícil a todos. No fim da conversa, essa pessoa me pediu desculpas pelo desabafo... respondi dizendo que não tinha nada que desculpar e estaria ali quando quisesse e disse meu nome.. Ela respondeu rindo e disse “muito prazer Carolina rsrs”...
Essa era então a moça dos dedos cor-de-rosa e com churumelas vermelho-sangue, a famosa Carolina, a filha que Celina vivia dizendo que se parecia muito comigo.
Parte 3

Já era tarde da noite e como sempre ouvia minha música até de deitar e conversava com algumas pessoas no MSN. Cássio (o irmão que não tenho) me disse que queria me apresentar uma pessoa e logo já pensei deve ser mais uma daquelas gurias interessadas em coisas do tipo “você sair comigo”. De cabeça quente, não por conta disso, mas por outros motivos, nem perguntei quem seria a pessoa e disse sim sem bobear. Cássio fazia parte de uma comunidade no orkut chamada Amantes de Lua e sempre me dizia que conheceu pessoas de várias partes. Essa pessoa que ele tanto queria que eu conhecesse mudou a minha vida e infelizmente não está mais entre nós. Essa turma da comunidade era apelidada carinhosamente por eles de “hospício” por ser bem animado e conversas serem bem polêmicas.
Celina era a pessoa que se apresentava ali no momento. Depois da famosa apresentação de seus nomes ela logo me disse que morava em Atenas e se dizia psiquiatra. “Por trás da minha tela do computador ri muito e pensei”.” ela deve me achar uma besta pra contar uma mentira que mora lá e ainda uma hora dessas da noite né”. Achei que fosse alguma gozação do Cássio ou qualquer outro amigo meu e fiz 3 perguntas o tanto quanto”babacas” sobre Atenas.. ela respondeu de maneira suficiente e me convenceu... Era incrível a paz que sentia com presença dela, até a dor do meu joelho direito que acabara de machucar nem parecia existir...esse 9 de junho de 2006 deixou muitas saudades mesmo. Logo de cara me ajudou a fazer um trabalho de Antropologia, aliás, já estava pronto e ela apenas corrigiu algumas coisas. Como podia alguém que você em tão pouco tempo te ajudar em trabalhos de faculdade e te passar vários sites de pesquisas? Se bem me lembro ela precisou sair as pressas devido a uma chamada do hospital e me disse que voltaria no dia seguinte pra continuar o papo.. eu a agradeci e já pensando que ela não voltaria mais.
No dia seguinte assim que entrei no MSN como era de costume, Celina tinha me deixado uma mensagem “off-line” dizendo que entraria mais tarde por que estava com visitas em casa. Confesso que aquilo havia me deixado muito feliz e realmente eu precisava de ajuda naquela época. Ela entrou como havia dito, aos poucos e bem de mansinho foi ganhando minha confiança. Era gozado aquilo como conseguia que eu desabafasse as coisas difíceis e os segredos mais loucos que aguardava. Dava-me broncas e ao mesmo tempo muitos conselhos. Ficava doida em alguns horários que chegava e principalmente com o que havia feito antes. Contava-me também muitas coisas sobre sua família, sua vida em Atenas, das viagens que fazia (quando estava viajando sempre me mandava fotos, ou então, algum e-mail contando sobre a viagem e coisas do gênero). Parecia tudo perfeito até que certo dia, Celina estava muito estranha, não era a aquela pessoa alegre que sempre foi. Falava como aquela fosse à última vez que estivéssemos conversando. Aquilo me dava muita tristeza, mas mal sabia eu que em breve nos deixaria de vez. Depois de vários elogios feitos a mim se despediu dizendo “Querido obrigado pelo carinho de sempre, mas infelizmente a minha missão por aqui não foi cumprida. Acabe sua faculdade e venha à Grécia como combinamos, você sabe o que deve ser feito e com quem pode contar sempre, por favor, se livre de vez daquela coisa (maneira como ela chamava Calula)”... Também se despediu de todos do hospício... Senti que aquele realmente era o último momento dela conosco. Os dias foram passando. Nesse hospício tinha pessoas muito legais, Mag Esteves, Tiagão Issa (amigo e irmão pra todas as horas, homem que se recuperou de maneira brilhante e um coração que não cabe no peito, com certeza tem algo de muito bom pra esse baiano arretado), Cristine, Julio César, entre muito outros, mas perdia seu brilho sem a Celina...eu me conformava achando que era apenas mais uma viagem dela ou então tinha alguma coisa do trabalho e do nada resolvi deixar as coisas acontecerem.
Parte 2

2005 pode se dizer que foi o ano mais gostoso só que ao mesmo tempo depois me trouxe graves conseqüências. Antes mesmo de o ano letivo começar quase deixei de passar o carnaval na praia de tanta ansiedade que tinha pro curso. Quando cheguei lá 20 dias após as aulas terem começado, me senti um pouco sem ambiente, mas isso aos poucos foi sendo superado. Apesar de me decepcionar muito com algumas coisas, a faculdade nesses quatro anos me ensinou muitas coisas, principalmente em ser mais humano.
Sinto saudades dos amigos que deixei por ali. João Vitor, Jorge, Danilo... belos os tempos em que íamos pra balada juntos, os jantares que fazíamos, as peripécias pelos corredores, os sorvetes tomados na cantina... E realmente esse quarteto fantástico já deu muito que falar. Saudades das piadas em sala do amigo Rogério Mian, saudades das discussões sadias com a professora Ayne Salviano, saudades das conversas com o Rafa... Bem como outros vários momentos legais que passei por lá.
Esse lugar me proporcionou também um amor para recordar, tudo bem que hoje não exista mais nada, mas o que passei poderia ser feito até um filme. Conheci Calula logo quando cheguei. Ela era 14 anos mais velha do que eu. Moça da alta sociedade araçatubense, mas não gostava nem um pouco da vida burguesa que levava. Tinha passado por um casamento frustrado que acabou resultando numa depressão profunda. Seu sonho era fazer teatro, mas a família não deixou realizar seu sonho.Escrevia muito bem e estava bloqueada na época porque o ex-marido havia destruído seus mais de 800 poemas. Era gozado aquilo, pois vivíamos em mundos diferentes e parecia que nos conhecíamos a muito tempo atrás. Cada dia que passava nos aproximava ainda mais e como somos feitos de carne e osso, um belo dia depois de um lanche na casa dela rolou um algo a mais. No começo ficávamos apenas nos encontros escondidos por privacidade apenas, mas chego uma época que não dava mais para esconder. Estacamos sentados num banco bem nos fundos da faculdade quando nos deparamos com o pessoal da sala dizendo “ai nossa como o amor é lindo”. O tempo foi passando, nos apegávamos cada vez mais e aquilo contagiava a todos. Nunca tinha sentido isso por alguém, até ali minha vida era apenas de festas e aquela coisa... “Sair, beijar na boca, ir para a cama e ser feliz”... Quantas e quantas vezes não matei aula para namorar com ela, fazia seus trabalhos de sala (os que ficavam melhor sempre colocava o nome dela), andávamos e fazíamos amor na chuva, ela cantava as minhas músicas e eu decorei quase todas as do Chico Buarque, ela me fazia dormir com uma música do Toquinho que dizia mais ou menos assim. “Uma Pirueta, duas piruetas, bravo, bravo”, pegava ela no colo e saia correndo em todas as salas, comíamos pizza altas horas da madrugada, ela me acordava para mostrar algum poema feito naquela hora, mandava flores toda segunda simplesmente por ser uma segunda-feira, trufas e mais trufas dadas no intervalo, recados e mais recados no seu caderno... E por ai vai. Ambas as famílias eram contra esse relacionamento. A minha na época viva fazendo inferno na minha vida e a dela porque era um absurdo alguém namorar um cara da minha idade. Levamos até onde conseguimos e essa pressão nos levou as muitas brigas fazendo com que Calula não suportasse o peso da família nas costas. Terminamos de uma maneira não muito legal, mas apesar de tudo o carinho entre ambos falava mais alto. Durante certo tempo vivi de recaídas com ela e também era muito estranho, pois sempre aumentavam as discussões e sempre acabávamos resolvendo em quatro paredes. Até que mais ou menos na metade de 2006 mais uma vez sofri outra mudança brusca.
Essa relação estava mais do que terminada e me afundava cada vez mais na depressão. Em casa era um inferno astral. Voltei à vida boemia, pois achava que era a única forma de curar as minhas tristezas, mas quando deitava não conseguia dormir. Chegava em casa tarde e logo cedo já levantava para treinar na academia. Durmia no máximo 5 horas por dia. Várias gurias passaram em meus braços. Na faculdade era aquele inferno com Calula, muita provocação e sempre acabava indo pra cama com ela. Isso me corroia por dentro. Até que um belo dia...

Como é bom voltar a escrever!!!

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Parte 1

São 2h e 16 da matina, 12 de Fevereiro começando e eu mais uma vez acabando de entrar em casa. Apesar de o tempo estar um pouco nublado e com cara de que a qualquer momento a chuva cairá, a lua continua linda como sempre e uma pena que as estrelas não estavam presentes para que pudéssemos conversar como todas as noites. Sem a presença das amigas brilhantes decidi sentar na frente desse computador e escrever um pouco como a muito tempo não fazia. Um beijo e um abraço gostoso de boa noite no vovô( chamarei de Xexéu, seu apelido de infância) e na vovó como de costume e aqui começo esse humilde texto de alguém que vive um momento mágico em sua vida e já passou por poucas e boas.
È impressionante como a gente passa boa parte da vida fazendo coisas que na verdade nunca tiveram valor algum. Hoje me peguei pensando em tudo que passei e tudo que vivo no presente. Se bem que a gente só amadurece quando tomamos alguns tombos na vida.
Minha vida sempre foi marcada de muita polêmica, várias pessoas tinham contato comigo por interesses, amores mal resolvidos e se bem que minha vida quase não começou porque tive câncer nos dois olhos quando bebê e me tratei até os quatro anos de idade.
Fui criado no meio de adultos, sempre freqüentei os melhores lugares, as melhores festas, sempre tive tudo do bom e do melhor. Deve ser por isso que sempre gostei de músicas antigas e me contento com pouca coisa no sentido de não ser materialista.
Sou considerado aquele cara rico, um playboy que sempre teve tudo o que quis, ou melhor, um garoto mimado demais pela família. Não nego nada disso, mas minha família sempre trabalhou pra conseguir o que temos e nem tudo na minha vida foram flores, as pessoas não sabem de muita coisa.
Dessa minha infância guardo muitas coisas belas como quando brincava de aviões de papel com o Xexéu, ou então, quando a vovó me ensinava a ler comendo uvas e usando uma cartilha de capa verde com apenas três anos de idade. Saudades da minha bisavó me fazendo dormir com seu coro evangélico “pisa no chão com fé e amor”, saudades dela puxando uma vaquinha comigo pela casa inteira, saudades da minha sopa de pão com leite que me levava todas as manhãs quando morávamos juntos. Essa mesma mãe do xexéu que caiu na minha frente, aliás, nesse mesmo escritório que estou agora vitima de um derrame aproximadamente uma semana do aniversário de nove anos, isso em meados de Agosto de 94. Tristeza maior no fim de outubro quando ela se foi pra lugar muito bom e tristeza maior porque eu atendi a ligação do hospital avisando que ela tinha partido.
Estranho até agora eu não ter falado dos meus pais. Na verdade eles existem só que ao mesmo tempo parece nunca existiram Xexéu e a vovó foram os pais que nunca tive. Casamento dos meus pais foi a vida toda conturbado. Eles se separaram e cada um vive no seu canto e eu como sempre fui considerado o “Judas” da história. Que eles sejam felizes e que principalmente me deixem viver. Falei pouco porque nesse texto só quero falar de coisas bonitas e que valem a pena ser recordadas.
Passou-se o tempo, ginásio e colegial ficariam para trás e logo eu entraria na faculdade. Tentei por 1 ano e meio o curso de Direito, lá fiz poucos amigos e muitas dores de cabeça pessoais. No mesmo ano que sai em 2004 prestei o vestibular pra jornalismo. Todos diziam que tinha cara para isso então decidi arriscar Acho que também a paixão pelo futebol me levou a isso. Agora esse humilde texto passar a ganhar cor e seu verdadeiro sentido.