domingo, 28 de fevereiro de 2010

Como é bom voltar a escrever!!!

WHATEVER YOU LIKE

Parte 1

São 2h e 16 da matina, 12 de Fevereiro começando e eu mais uma vez acabando de entrar em casa. Apesar de o tempo estar um pouco nublado e com cara de que a qualquer momento a chuva cairá, a lua continua linda como sempre e uma pena que as estrelas não estavam presentes para que pudéssemos conversar como todas as noites. Sem a presença das amigas brilhantes decidi sentar na frente desse computador e escrever um pouco como a muito tempo não fazia. Um beijo e um abraço gostoso de boa noite no vovô( chamarei de Xexéu, seu apelido de infância) e na vovó como de costume e aqui começo esse humilde texto de alguém que vive um momento mágico em sua vida e já passou por poucas e boas.
È impressionante como a gente passa boa parte da vida fazendo coisas que na verdade nunca tiveram valor algum. Hoje me peguei pensando em tudo que passei e tudo que vivo no presente. Se bem que a gente só amadurece quando tomamos alguns tombos na vida.
Minha vida sempre foi marcada de muita polêmica, várias pessoas tinham contato comigo por interesses, amores mal resolvidos e se bem que minha vida quase não começou porque tive câncer nos dois olhos quando bebê e me tratei até os quatro anos de idade.
Fui criado no meio de adultos, sempre freqüentei os melhores lugares, as melhores festas, sempre tive tudo do bom e do melhor. Deve ser por isso que sempre gostei de músicas antigas e me contento com pouca coisa no sentido de não ser materialista.
Sou considerado aquele cara rico, um playboy que sempre teve tudo o que quis, ou melhor, um garoto mimado demais pela família. Não nego nada disso, mas minha família sempre trabalhou pra conseguir o que temos e nem tudo na minha vida foram flores, as pessoas não sabem de muita coisa.
Dessa minha infância guardo muitas coisas belas como quando brincava de aviões de papel com o Xexéu, ou então, quando a vovó me ensinava a ler comendo uvas e usando uma cartilha de capa verde com apenas três anos de idade. Saudades da minha bisavó me fazendo dormir com seu coro evangélico “pisa no chão com fé e amor”, saudades dela puxando uma vaquinha comigo pela casa inteira, saudades da minha sopa de pão com leite que me levava todas as manhãs quando morávamos juntos. Essa mesma mãe do xexéu que caiu na minha frente, aliás, nesse mesmo escritório que estou agora vitima de um derrame aproximadamente uma semana do aniversário de nove anos, isso em meados de Agosto de 94. Tristeza maior no fim de outubro quando ela se foi pra lugar muito bom e tristeza maior porque eu atendi a ligação do hospital avisando que ela tinha partido.
Estranho até agora eu não ter falado dos meus pais. Na verdade eles existem só que ao mesmo tempo parece nunca existiram Xexéu e a vovó foram os pais que nunca tive. Casamento dos meus pais foi a vida toda conturbado. Eles se separaram e cada um vive no seu canto e eu como sempre fui considerado o “Judas” da história. Que eles sejam felizes e que principalmente me deixem viver. Falei pouco porque nesse texto só quero falar de coisas bonitas e que valem a pena ser recordadas.
Passou-se o tempo, ginásio e colegial ficariam para trás e logo eu entraria na faculdade. Tentei por 1 ano e meio o curso de Direito, lá fiz poucos amigos e muitas dores de cabeça pessoais. No mesmo ano que sai em 2004 prestei o vestibular pra jornalismo. Todos diziam que tinha cara para isso então decidi arriscar Acho que também a paixão pelo futebol me levou a isso. Agora esse humilde texto passar a ganhar cor e seu verdadeiro sentido.

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