Fecha os olhinhos, pois quero te fazer cócegas, correr livre pelo campo de hortência e rolar de tanto rir depois de cansados por tantas brincadeiras. Fica sempre inquieta nesse olhar pra lá de maroto, com o vestido amarrotado e cheio de surpresas dando pedacinhos de pão aos pássaros que voam desnorteados. Puxo a sua orelha, faço caretas sem medo das suas pirraças e no final camo na gargalhada.
Sei que é a garotinha que anda por todos os lugares de bike, aparece, deixa docinhos, foge, pedala para ganhar tempo e aprontar mais pela estrada. A noite caminhamos sem dar uma palavra, só pra exercitar o desejo de sempre juntos estar, quem nos olha dá muita risada, uma dupla pra lá de engraçada. Chinelo havaiana, bermuda social e pra completar aquele ar de normal, ri muito sem entender mais nada.
Quem será que deu o nó pra formar esse laço? Sou mesmo muito mais abusado e faço pirraça pra tu ficar sem graça, mas está é enganada, pois continuo brincando nas hortências e falando com os pássaros, pedindo que me espere, pois chegará o dia em que os alimentará novamente. Vamos correr livres, não mais em sonhos, seremos eternamente duas crianças que amam por querer, aprontando sempre poucas e boas, rindo e vivendo todos os dias da vida.
Adoro quando se cala, Neruda tem razão, pois é doce como açúcar a sua emoção e sempre estará com chapéu rosa, esperando por um dedo meu de prosa, sempre te dedico esse verso simples. Nunca esqueça dos meus bilhetes amarrotados, guarde cada um deles, como em forma de envelopes que chegam lacrados em voz alta gritando. Menina estou sempre por perto, sente na sua bochecha meu beijinho, fique bem e lembra sempre de mim, mas pode abre os olhinhos e mais do que nunca continuar sempre sorrindo!!!
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