Nas encostas de sua suave péle enrosca e sente o aroma de frutas silvestres, flores campestres, uma batida de sons desconexos entre carícias, labaredas que brilham no escuro do mundo, revelando aconchego, queimando os mais loucos desejos. Tanto ir ou vir, o mesmo tom, sabor selvagem na lingua que roça o contorno do seu corpo manso, tenso morno, um profundo deleite nadar contra a corrente.
A serpente com olhos de uma víbora especial lembra a todo momento, vem aproveitar, esquentar tormentos. Muito menos esquecer esse fogo profano do ritual insano que cometemos e rimos, pecando sem dó,e piedade. Sorvendo com calma, cada sussuro da alma, cada palavra desordenada, acordando Pandora e suas feras. Nesses intensos momentos dominando o feroz e o belo, tão perfeito em todo o contexto tão incerto. Acordamos todos os monstros que dormem em nós, somos uma parte herói outra algoz, veloz, fugaz, altivo e perdido como tudo que sentimos ou então momento esse traduzido ao avesso, acordando poetas indecentes e incoerentes como nós mesmos.
Olho com fervor, escrevendo e gargalhando com profunda insanidade nos dedos arredios. Não importa o cenário, estamos em qualquer lugar, precisamos de ar, bichos no carro, na calçada, numa dança terna diante do supremo encanto. Aquele meu toque em sua nuca, fitando loucuras, abismos, lacunas e me perco por querer cada gemido urgente, anunciando o instante de voltar ao mundo em preto e branco, que me deixa inquieto e sempre perco a noção de quem somos e nos entregamos a essa paixão, pois isso esqueço não....
Don't talk just kiss girl!!!
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