segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

DESENCONTROS NA VIDA!!!

Tenho todo o sentido dos seus abafados gritos, mito de origem duvidosa mas valendo afinal parte da estória em glória, declínio como pedra rio abaixo, embora não quebre, desce desgovernada por encostas íngremes, desatinadas, insana dos tropeços na jornada. Assim querendo ou não, as melodias hoje com tom de subversivas lembra todo o fato, tempos do colégio, onde a liberdade é palavra mais rara, balbuciar e nunca pronunciar em alto e bom tom. 
Embora condenados a liberdade, como dizia Sartre, nos envolvemos na armadilha do vinculo, do sentimento que não largamos, o abafado desejo seja  de  berrar chega agora apenas seu sossego, esquecer os íntimos e poucos momentos  perdidos no labirinto do senhor tempo...tenta..entenda e lamenta, quem dera pudesse atravessar barreiras, concretizar o efeito borboleta e objetivar uma doce realidade subjetiva, como tudo o mais que cerca as grandes verdades.
Não sei onde começa e termina, sentimentos ou entendimentos, sei apenas que estou, permaneço nessa estada, onde vejo apenas sombras e mais nada. Percebo que terminou algo que não percebeu no tempo devido, restou a indagação, a resistência a palavra não...o moinho não parou de mover águas, trazer novas versões, em forma de cansativas sessões de leitura, em salas cheias, seu rosto, com  pseudonimos para não dar enrosco...meio tosco, mas real, na esfera da tecnologia que abrange tudo, até mesmo o amor paradoxal.
Sei que tenho você por perto, sinto seu caminhar lento, bem devagar, a perscrutar, assimilar, mas indefinido como desde o princípio, sobre as contradições do mito, amor subversivo, amigo destituido  de qualquer preconceito, enviando sempre sinais online. História guardada em cada versos simples que escreví, como era antes de toda essa marotona de tempestades, com as suas verdades.
Sabe as lágrimas secaram, hoje vejo um rio de ferro e aço inundando o espaço onde estrelas lindas agora permanecem congeladas, com um fundo em branco e preto, esperando pelo final da trajetória de dois amantes que viveram apenas um terço de tudo a que têm direito.
Excesso de zelo, muitos medos, muitos entraves, a bola saiu pela tangente e ficamos no meio de campo, debaixo de chuva, sem saber para que lado torcermos, ficarmos juntos é o que mais quero, existe um juramento, marcado a fogo ou quem sabe água. O vento traz as respostas que precisamos numa brisa suave, sem mais tempestades, nuvens esparsas, estamos zero a zero e procurando  uma única razão para  ficar, estar, atar laços de ternura, amizade, cálida bravura, entre céus e infernos que se vence por causa do amor.
Não sei, mas acho te amo mais do que devo e nem quero ficar vislumbrando um bom futuro, somente quero estejas finalmente feliz e em paz, também dizer os segredos de liquidificador na orelha fria e a entrada pela porta dizendo que te adoro. Coisas de mulher, sentido, olfato, querendo apenas enrolar o corpo no meu e de fato, deixamos pelo caminho um rastro de flores, vai perceber só quem sabe dessas coisas de amores!!!

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